terça-feira, 24 de maio de 2011

Erotic Angel.

Hoje ao entrar no quarto
Libertei meus seios do sutiã e arrumei as pontas do lençol que sempre deixam as esquinas do colchão pra fora.
Depois induzi uma música ao propósito de sentir tua presença preenchendo o quarto. Tua voz ainda é fresca na minha lembrança e o teu tato previsível ao meu corpo.
Sendo assim, se tu estivesses aqui nesse momento, eu saberia exatamente o transcorrer das tuas mãos atraindo o meu corpo a preenchê-las.
Sei que olhares tu farias ao desvendar espaçoso da minha roupa cascatando pelo corpo .. E ainda mais, sei que a ponta do teu dedo plagiaría a minha boca ao toque de uma nuvem
É então que a magistralidade do nosso amor invoca seu "não instrumento" as delícias agonizantes de uma orquestra.
Uma cama e dois maestros. Os que sem instrumentos simplesmente são a própria música.
Tuas mãos tomariam o formato dos meus ombros e ainda levemente flutuando, meio tocando e não tocando, plumejaria minhas costas
E por uma fraqueza insolênte terminaria por apertar espreguiçando um pedaço de carne da bacia.
A maciez externa dos nossos corpos secos encontra então fervilhantes pingos que correm para fora dos poros buscando vida
e quando livres os pingos das sufocantes nuvens quentes que preenchem os entre-espaços interiores, se esticam desenhando percursos de gotas imitando as veias.

O teu amor respira,
inspira e expira.



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